nina
Há noites em que uma mulher preta irrompe pela casa silente. A sua voz visionária abre brechas no cimento das paredes. Como hoje.
Agora alguém bate palmas, piano de fundo, os escravos reúnem-se para afogar as memórias, o ritmo vem de áfrica, os espíritos também, deus está presente mas por vezes o timbre é pagão e desliza entre a acidez e a doçura, há homens pecadores, mulheres maculadas, o diabo pisca o olho sempre que pode. Entretanto a liberdade corre para o mar como o mississipi ("Oh but this whole country is full of lies, You're all gonna die and die like flies"), para o mar que é o único lugar de liberdade.
Nunca escrevo sobre música. Não o sei fazer. Mas gosto desta mulher preta.
1 Comments:
At 9:46 da tarde,
Anónimo said…
Eu não a conheço mas também gostei muito dessa mulher preta.
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