sereno, o corpo irrompe
O irromper do corpo pela superfície da água, ao encontro do ar. O corpo há muito afundado nos gestos entorpecidos, no mergulho sempre adiado.
O irromper dos braços ao encontro da luz, a desopressão do peito, o absurdo de imaginar um mundo em que valesse a pena fazer o que vale a pena. E não dizer mais nada, calar para sempre a inquietude.
Respirar o cansaço, recuperar o olhar, voltar a andar como se as pernas não tivessem sido tolhidas pelo tempo que vai escorrendo, que escorre como o estúpido relógio de parede que sempre existiu na casa que demolimos todos os dias porque não sabemos como habitar.
2 Comments:
At 1:57 da tarde,
Anónimo said…
Olá. Gostei muito de seu blog. Você escreve muito bem! http://www.tellingstories.theblog.com.br/
At 2:22 da tarde,
Pedro said…
Concordo. Bem hajas! Aquele abraço.
Enviar um comentário
<< Home